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REGRESSO DAS CELEBRAÇÕES NA IGREJA COM TODOS OS CUIDADOS

O regresso às celebrações da Eucaristia, no fim-de-semana em que a Igreja celebrou a vinda Espírito Santo com a festa de Pentecostes, fez-se com normalidade, respeitando as normas de proteção, o distanciamento e todos os cuidados, conforme as recomendações da Conferência Episcopal Portuguesa e da DGS para que a saúde dos fiéis esteja salvaguardada.

O PENAFIEL MAGAZINE acompanhou a celebração da eucaristia dominical na igreja de Rio de Moinhos, presidida pelo padre Filipe Silva, e constatou que todos foram cuidadosos e muito solícitos no cumprimento de todas as recomendações.

 

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“O Senhor esteja convosco como um defensor e guia deste regresso do exílio. Possamos saborear a alegria deste reencontro e daqui levar até aos outros o Espírito que recebemos”, começou por expressar o Pe. Filipe Silva no início da celebração e deste tão aguardado reencontro presencial com a comunidade paroquial.

“Por isso estamos de volta para recomeçar com a atenção benfeitora de Deus e para falar a linguagem que todos entendem: a do amor. Este regresso à comunidade tem de ser feito de atenção às necessidades dos mais desprotegidos e de gratidão pela habitação do Espírito de Deus em cada um”, referiu na homilia.

“Precisamos que as pessoas voltem à comunidade, não podemos pensar que do sofá se vive a eucaristia da mesma maneira, pois em casa só deve permanecer mesmo quem não tem condições de vir à igreja”, realçou a terminar a eucaristia, que marcou o regresso moderado das pessoas à igreja, ainda condicionado pelo número de lugares disponíveis e normas de proteção dos fiéis.

Numa avaliação ao nosso jornal, o Pe. Filipe Silva, pároco de Rio Moinhos, Paredes, Pinheiro, Portela, Luzim, Abragão e Vila Cova, em Penafiel, considerou que “foi um regresso há muito desejado, feliz, dentro da normalidade”.

“Sente-se que as pessoas ainda têm um pouco de receio de vir à igreja, por outro lado as nossas igrejas, com as novas normas de distanciamento, não têm grande capacidade para albergar o povo todo. Tudo decorreu com muita serenidade, cumprindo-se todas as regras e, neste domínio, as equipas de acolhimento são muito importantes no auxílio e orientação das pessoas e assim espero que, pouco a pouco, se vá retomando alguma normalidade”, afirmou.

Redução de lugares para manter o distanciamento, definição de entrada e saída diferenciadas para que ninguém se cruze, uso obrigatório máscara, desinfeção das mãos à entrada e saída da igreja, celebrações ao ar livre e uma equipa de acolhimento à entrada de cada uma das igrejas para ajudar a orientar os fiéis, são algumas das mudanças e cuidados implementados para salvaguarda de todos aqueles que vão regressando à celebração presencial da Eucaristia.

O Pe. Filipe reforça o apelo de as pessoas se sentirem confortáveis neste regresso e a importância da celebração presencial em comunidade: “Pode haver o risco de alguns se acomodarem e viverem uma tele fé à distância, mas essa não é a realidade da Igreja, que é por natureza comunhão e unidade e isso faz-se presencialmente e portanto desejo que as pessoas possam também agora valorizar ainda mais as celebrações por saber, depois deste confinamento, como é insubstituível esta assembleia que formamos”.